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O Brasil ocupa o penúltimo lugar na classificação geral de competitividade em um ranking de 18 países, à frente somente da Argentina. O resultado está no estudo Competitividade Brasil, divulgado nesta quinta-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para determinar a competitividade, foram levados em conta nove fatores, entre eles, infraestrutura e logística, disponibilidade e custo da mão de obra e do capital, ambiente macroeconômico, peso dos tributos e educação.

O ano de referência da pesquisa é 2016. Segundo a CNI, os países incluídos no estudo foram escolhidos em função de suas características econômicas, sociais e da natureza de sua participação no mercado internacional. Esta é a quinta edição do relatório, publicado pela primeira vez em 2010.

Nos rankings por quesito, o Brasil ocupou a pior posição - o último lugar - em disponibilidade e custo do capital, com a mais alta taxa de juros real de curto prazo e o maior spread (diferença entre as taxas que os bancos pagam para captar recursos e as que cobram dos consumidores) da taxa de juros. O país também ficou mal posicionado em ambiente de negócios e ambiente macroeconômico: em ambos os quesitos ficou em penúltimo lugar, outra vez à frente apenas da Argentina.

De acordo com a CNI, os fatores que influenciaram na baixa posição em ambiente macroeconômico foram inflação, dívida bruta e carga de juros elevadas e baixa taxa de investimento. No quesito ambiente de negócios, o país é puxado para baixo pelo desempenho ruim nos subfatores burocracia e relações de trabalho e eficiência do estado e segurança jurídica.

Educação

O melhor posicionamento do Brasil foi no fator educação, com o país em nono lugar entre 15 países para os quais há informações disponíveis sobre o assunto. O resultado em educação se deve ao bom desempenho do país em gastos com educação, subfator no qual o Brasil ocupa o quarto lugar. A CNI ressaltou, no entanto, que o país teve desempenho fraco em outros quesitos.

Apesar de estar em posição intermediária no ranking de matrículas no ensino superior, por exemplo, o Brasil ocupou o décimo primeiro lugar entre 13 países para os quais há informações disponíveis sobre conclusão da faculdade ou universidade. No quesito qualidade da educação básica, o país está em décimo segundo lugar entre 14 dos países pesquisados com mecanismos de monitoramento.

O primeiro lugar na classificação geral da pesquisa é ocupado pelo Canadá, seguido pela Coreia do Sul, Austrália, China, Espanha e Chile. Entre os fatores pesquisados, o Canadá só não figura nos primeiros lugares nos quesitos disponibilidade e custo de mão de obra e ambiente macroeconômico.

 

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/

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A Petrobras atingiu ontem, quarta-feira (14) a marca histórica de produção no pré-sal de 1 bilhão de barris de petróleo, seis anos depois da entrada do primeiro sistema de produção na Bacia de Santos, no campo de Lula, e dez anos após a primeira descoberta, em 2006.

"Comparando com outras importantes áreas petrolíferas do mundo, na porção americana do Golfo do México, esse patamar foi atingido 14 anos após o início da produção comercial e, no Mar do Norte, em oito anos. No Brasil, esse mesmo patamar só foi atingido na Bacia de Campos depois de 15 anos de produção comercial", diz a empresa, em comunicado.

Para celebrar a marca histórica, o presidente da estatal, Pedro Parente, a diretora-executiva de exploração e produção, Solange Guedes, e o diretor-executivo de desenvolvimento da produção e tecnologia, Roberto Moro, embarcaram na plataforma FPSO Cidade de Itaguaí, na área de Iracema do Norte, no pré-sal da Bacia de Santos, para participarem de uma solenidade.

"Estamos vivendo um momento de virada e não temos dúvida da nossa imensa capacidade de realização", disse Parente, no comunicado.

A área do pré-sal tem produtividade média acima da indústria mundial em campos offshore e chega à vazão de 25 mil barris por dia por poço em alguns casos, produtividade 30% maior em relação a 2010. Isso leva à necessidade de interligar menos poços por sistema de produção, de acordo com a Petrobras.

A região já representa quase 50% da produção operada pela estatal e responde por cerca de 35% da produção própria da companhia. Ainda de acordo com a empresa, entre 2017 e 2021, um total de 16 novos grandes sistemas de produção entrarão em operação no pré-sal.

Além do recorde histórico no pré-sal, a Petrobras também informou que o gasoduto Rota 2 atingiu, em 15 de novembro, 2 bilhões de metros cúbicos de gás exportados. O duto, que tem 401 quilômetros de extensão, começou a operar em fevereiro deste ano. É o gasoduto de maior extensão do país e interliga os sistemas de produção do pré-sal da Bacia de Santos ao Terminal de Tratamento de Gás de Cabiúnas, em Macaé, no Rio.

 

Fonte: http://economia.uol.com.br/

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O diretor da Área de Operações Indiretas, Ricardo Ramos, concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira, 13, para falar sobre o plano de ação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que teve como objetivo simplificar, agilizar e ampliar o acesso ao crédito das micro, pequenas e médias empresas  brasileiras.

De acordo com o Banco, as iniciativas do BNDES para as MPMEs estão em consonância com as novas políticas operacionais da instituição, cujas regras serão anunciadas e detalhadas em janeiro. O BNDES adotará novos critérios para definir o percentual da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos financiamentos, substituindo a lógica setorial pela avaliação de projetos a partir de seu potencial de impacto positivo nas dimensões econômica, social, ambiental e regional. O objetivo é garantir que a TJLP seja dirigida a investimentos com maior retorno social na utilização de recursos públicos.

Abaixo segue todas as diretrizes tomadas pelo Banco de Desenvolvimento:

Limite para enquadramento das micro, pequenas e médias empresas passará de faturamento de R$ 90 milhões para R$ 300 milhões

Expectativa é de aumento projetado de 20% nos desembolsos para o segmento, um acréscimo de R$ 5,4 bilhões

BNDES Finame, BNDES Automático e BNDES FINEM financiarão até 80% em TJLP

Simplificação de processos diminuirá o tempo de aprovação de operações automáticas. Meta é reduzir de 30 para 2 dias úteis

Limite máximo do Cartão BNDES dobrará, para R$ 2 milhões. Produto terá versão Agro e será estendido a pessoas físicas (produtores rurais)

BNDES Progeren será oferecido também na modalidade direta, ampliando o apoio ao capital de giro

Orçamento do BNDES Moderfrota ganhará reforço de R$ 2 bilhões

Banco lançará portal na Internet exclusivo para o empreendedor e aplicativo móvel para smartphones e tablets

Limites para dispensa de exigências de garantias do BNDES FGI estão sendo revisados

Saldos vencidos e a vencer de linhas do BNDES, inclusive do PSI, poderão ser refinanciados utilizando TJLP

BNDES estuda oferecer crédito através de novos canais de distribuição

Ações com previsão de implantação no 1º trimestre de 2017:

Unificação das condições financeiras – A prioridade do BNDES às MPMEs se traduz na unificação das condições financeiras das operações indiretas (que são aquelas realizadas por meio de instituições financeiras credenciadas). Assim, todo o apoio financeiro a projetos de investimento e aquisição de máquinas e equipamentos para este público, contratados por meio dos produtos BNDES FINEM, BNDES Automático e BNDES Finame, terão participação máxima de 80% de TJLP, condição de crédito mais favorável do Banco. Anteriormente, esse percentual variava entre 50% e 80%, dependendo do programa.

Classificação de porte – Para adequar as condições de financiamento à realidade do setor produtivo, o BNDES ampliará de R$ 90 milhões para R$ 300 milhões, com base nos valores de Receita Operacional Bruta (ROB), o limite para enquadramento das MPMEs. A mudança, que reflete um novo conceito de classificação de porte de empresas do Banco, ocorre em linha com os padrões utilizados pelos agentes financeiros. Com isso, já em 2017,         aproximadamente 1.500 empresas poderão obter financiamento do BNDES em melhores condições. Haverá também alinhamento do conceito de micro e pequena empresa com a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei nº 155/2016).

Maior prazo do BNDES Finame – As MPMEs terão outras facilidades para a aquisição de máquinas e equipamentos. Os financiamentos contratados através do BNDES Finame terão prazo máximo de pagamento ampliado de 5 para até 10 anos.

BNDES Moderfrota – Os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Fazenda (MF) deverão autorizar um reforço de R$ 2 bilhões no orçamento do BNDES no Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (BNDES Moderfrota). Os aportes para o orçamento adicional deverão se iniciar neste mês de dezembro e ser concluídos em janeiro de 2017. A linha do programa é voltada para produtores rurais com renda anual de atividades agropecuárias de até R$ 90 milhões.

Capital de Giro – Para fortalecer o fluxo de caixa das empresas, o BNDES oferecerá o Programa BNDES de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda (BNDES Progeren), já disponível na modalidade indireta automática, também na modalidade direta, sem a intermediação de agentes financeiros.

Voltado para o aumento da produção, do emprego e da massa salarial, por meio do apoio financeiro para capital de giro, o produto poderá ser contratado sob as mesmas condições do BNDES Progeren atual: orçamento anual, por empresa, de R$ 70 milhões e prazo de pagamento de até cinco anos. Em 2016, 87% das operações aprovadas do programa foram para micro, pequenas e médias empresas.

Garantia com o FGI – Com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito das MPMEs, complementando as garantias oferecidas às instituições financeiras, o Fundo Garantidor para Investimentos (BNDES FGI), que oferece cobertura de até 80% do valor financiado em diversas modalidades nas linhas e programas do BNDES, introduziu novas medidas para expandir seu alcance de atuação.

Em operações contratadas com pequenas e médias empresas em linhas de crédito dos próprios agentes financeiros habilitados, a cobertura máxima do valor financiado foi elevada de 50% para 70% e foi permitida a possibilidade de garantia em financiamentos voltados exclusivamente a capital de giro. Também estão sendo revisados, com previsão de implantação até janeiro de 2017, os limites do FGI para dispensa de exigência de garantias, facilitando o acesso das MPMEs ao crédito.

Refinanciamento – Também para aumentar a oferta de crédito, serão ampliadas, em fevereiro de 2017, as opções de refinanciamento de saldos vencidos e a vencer de operações contratadas com o BNDES, incluídas as do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), encerrado em dezembro de 2015. Esse refinanciamento será feito em TJLP e não às taxas fixas originais do PSI. Dessa forma, não haverá equalização de taxa de juros pelo Tesouro Nacional, em linha com o esforço do Governo Federal de reduzir o custo fiscal da União. O agente financeiro repassador também poderá ofertar o serviço aos seus clientes.

Novo limite do Cartão BNDES – Já em janeiro de 2017, para facilitar a aquisição de itens necessários às atividades produtivas, as MPMEs contarão com a elevação do limite máximo do Cartão BNDES de R$ 1 milhão para R$ 2 milhões por agente financeiro emissor (lista completa no site www.cartaobndes.gov.br). O produto — uma linha de crédito rotativa e pré-aprovada com pagamento em até 48 prestações mensais fixas — poderá ser obtido por MPMEs com ROB de até R$ 300 milhões.

Ações com previsão de implantação no 1º semestre de 2017:

Proximidade, transparência e mobilidade – Pensando em uma nova forma de atender às MPMEs, com mais rapidez e proximidade na oferta de serviços, o BNDES planeja, para o 1º semestre de 2017, lançar um portal de relacionamento na Internet, exclusivo para o micro, pequeno e médio empreendedor.

Por meio da ferramenta, os empresários poderão identificar as linhas de crédito disponíveis para a finalidade desejada, simular financiamentos, obter o resultado de consultas prévias de certidões exigidas pela legislação federal, apontar os agentes financeiros de sua preferência e encaminhar, de forma ágil, seus pedidos de financiamento.

Também para o próximo semestre, o Banco trabalha na criação de um aplicativo para smartphones e tablets por meio do qual será possível consultar o status de operações já protocoladas no BNDES. O Banco já oferece para download gratuito um app voltado para o agronegócio, o BNDES Agro, que contém informações sobre as condições de financiamento de programas e linhas, simula as operações de crédito mais adequadas às necessidades do produtor rural e permite o cálculo das parcelas de financiamento.

Ações com previsão de implantação entre 2º semestre de 2017 e fim de 2018:

Maior automatização dos processos – Com foco nas MPMEs, o BNDES vem promovendo maior automatização dos processos de concessão de crédito das operações indiretas automáticas, a fim de reduzir os prazos de aprovação, contratação e liberação de recursos. O plano é simplificar todas as linhas de crédito numa plataforma tecnológica integrada, de modo que a maior parte das contratações seja realizada de forma totalmente automática, ou machine-to-machine (M2M), diminuindo custos de transação e dando maior confiabilidade aos processos. A meta é reduzir, até o fim de 2018, os prazos médios dos processos internos do BNDES de 30 para dois dias úteis.  

Cartão BNDES Agro – No 2º semestre de 2017 será lançada uma versão Agro do Cartão BNDES com foco nos produtores rurais (pessoas físicas), possibilitando o apoio financeiro para o custeio da safra, aquisição de implementos agrícolas e contratação de serviços técnicos.

Novas alternativas de acesso para as MPMEs – Conjunto de medidas busca alcançar maior flexibilidade e diversidade dos produtos automáticos. Um exemplo é a atualização da plataforma de TI do Cartão BNDES, que permitirá que o produto seja segmentado em nichos de negócio e utilizado como meio de pagamento. Além disso, para ampliar o acesso das MPMEs aos seus recursos, o BNDES estuda oferecer crédito através de novos canais de distribuição.

Medidas entram em vigor após emissão de circulares aos agentes financeiros

Aprovadas pela diretoria do BNDES, as novas condições de apoio às MPMEs entrarão em vigor após a emissão de circulares para a formalização de procedimentos junto às instituições financeiras credenciadas. Os documentos serão publicados no site www.bndes.gov.br.

 

Fonte: http://jornaldaconstrucaocivil.com.br/

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Estudo mostra que a mudança para fontes renováveis está se acelerando e quem ficar para trás enfrentará riscos financeiros cada vez maiores

Com a recente entrada em vigor do Acordo de Paris, documento que sela um compromisso global de combate às mudanças climáticas,  deveremos testemunhar uma expansão sem precedentes de fontes de energias mais limpas e sustentáveis nas próximas décadas. Um estudo do Instituto de Economia e Análise Financeira de Energia (IEEFA) mostra que a transição para as energias renováveis está acelerando, e a um ritmo mais rápido que o previsto. Quem ficar para trás enfrentará riscos financeiros cada vez maiores.

As transformações ocorridas no setor ao longo deste ano dão o tom do que se pode esperar, conforme o estudo 2016: Year in Review – Three Trends Highlighting the Accelerating Global Energy Market Transformation, que identifica as tendências em energia que marcaram o ano. Com base em projeções recentes, o estudo afirma que o Brasil tem potencial para 880 GW de geração a partir de energia eólica. O país se beneficia dos recursos eólicos ao longo de seu extenso litoral, o que o coloca em quarto lugar mundial em termos de potencial para expandir a geração por essa fonte, atrás de Estados Unidos, China e Alemanha.

O relatório assinala ainda que “os enormes e subdesenvolvidos recursos solares do país” também têm potencial para dar um grande impulso às energias renováveis por aqui, especialmente com a realização do 2º Leilão de Energia de Reserva, que acontece em dezembro.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, até agosto foram cadastrados 1.260 projetos no leilão, sendo 419 deles de fonte solar fotovoltaica e  841 de projetos eólicos. O início de suprimento dos contratos das duas fontes será em 1º de julho de 2019, com prazo de vinte anos.

Veja abaixo algumas tendências em renováveis que marcaram 2016, conforme a pesquisa.

A transição global para as energias renováveis está se acelerando 
Em 2016, mais países tiveram períodos nos quais 100% do consumo de eletricidade foi atendido pelas energias renováveis. O Reino Unido, berço da Revolução Industrial a carvão, por exemplo, registrou uma maior geração de eletricidade por painéis solares do que por carvão nos seis meses entre abril e setembro deste ano.

A Escócia foi ainda mais longe. Em 7 de agosto, seus ventos produziram eletricidade suficiente para alimentar todo o país. Portugal, por sua vez, foi inteiramento suprido por energia solar, eólica e hidroelétrica durante quatro dias no mês de maio.

Poucos dias depois, um evento semelhante na Alemanha levou os preços da eletricidade a cifras negativas em 15 de maio, com a energia limpa suprindo toda a necessidade energética do país.

Além desses avanços, o relatório destacou o imenso potencial do continente africano na revolução energética. Segundo o estudo, a África tem tudo para se tornar o primeiro continente onde a energia renovável será o principal motor do desenvolvimento.

Em grande medida, a expansão da energia solar tem passado ao largo da região, lar da maioria das nações menos desenvolvidas do mundo – mais de metade das 1,3 bilhão de pessoas sem acesso à eletricidade vivem lá. Isto apesar dos países africanos terem de 52% a 117% mais radiação solar que a líder dessa fonte de energia entre os países desenvolvidos, a Alemanha.

Mas isso deve mudar, segundo o relatório, com as melhorias tecnológicas, as reduções de custos e o crescente interesse em micro-redes. Pelas previsões da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), a África poderia ter 70GW de geração solar em vigor até 2030.

O ritmo da mudança é muito mais rápido do que o previsto
O relatório também aponta importantes mudanças em níveis institucionais que ajudam a gerar vantagens significativas para o desenvolvimento de novas fontes limpas. O rápido crescimento do mercado dos chamados títulos verdes (ou green bonds) — títulos de dívida emitidos por empresas e instituições  financeiras para viabilizar projetos com impacto ambiental positivo — é uma indicação de que o capital privado está saindo dos combustíveis fósseis para a energia renovável.

Ser um líder em energias limpas agora pode ser aplicado como um modelo de negócio sustentável que proporciona retornos superiores aos acionistas. Tesla, BYD, Nextera Energia, Softbank, ENEL, China Longyuan e Brookfield Renewable Partners todos demonstram isso.

Ainda segundo a pesquisa, o consumo de petróleo poderá atingir o pico em 2030, com o crescimento exponencial e continuado dos veículos elétricos, eficiência energética e energia renovável.

Quem fica para trás enfrenta crescentes riscos financeiros
Ao contribuir para reduzir as taxas de utilização, as energias renováveis continuarão a comprometer a viabilidade da produção a carvão.  De acordo com o estudo, o consumo mundial de carvão está em declínio, tendo atingido um pico em 2013 e declinado em 2016 pelo terceiro ano consecutivo. Um crescimento da demanda abaixo do esperado, em conjunto com o aumento da oferta de gás natural, deverá golpear ainda mais forte esse mercado.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/

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A estatal aprovou nova política de preços que pode gerar uma queda no preço da gasolina de 1,4% (R$0,05/L) e 1,8% (R$0,05/L) no Diesel

A Petrobrás prevê avaliações para revisão de preços pelo menos uma vez por mês. "É importante ressaltar que, como o valor desses combustíveis acompanhará a tendência do mercado internacional, poderá haver manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias", diz a nota ao mercado, para depois apresentar os valores da redução a partir de sábado.

O presidente da empresa, Pedro Parente, participa de coletiva de imprensa para detalhar a nova política de preços anunciada. Com o presidente estão o diretor Financeiro, Ivan Monteiro, e de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino. Eles fazem parte do comitê denominado Grupo Executivo de Mercado e Preços, que tomará decisão sobre a necessidade de ajustes nos valores dos combustíveis nas refinarias, conforme a nova política de preços da estatal, anunciada hoje.

"Para permitir maior flexibilidade na gestão comercial de derivados e estimular o aumento de vendas, a Petrobrás também avaliará conceder descontos pontuais para o diesel e a gasolina em mercados específicos. Em hipótese alguma, esses descontos implicarão em preços abaixo dos custos da empresa", diz, em comunicado.

O diretor de Refino e Gás Natural da Petrobrás, Jorge Celestino, afirmou que a nova política de preços de combustíveis da estatal terá como referência o mercado internacional. "Quem faz preço é o mercado, essa é a lógica da nossa política. Ele ressaltou as características da comercialização de commodities, argumentando a necessidade de a Petrobras acompanhar os preços internacionais.

"Margem está ligada aos preços de importação, riscos e tributos. "Essa é a forma como a gente vai precificar", afirmou, em coletiva de imprensa para explicar a nova política.
Além disso, Celestino disse que a "financiabilidade" da Petrobras e a concorrência serão considerados na definição de preços. "Pode-se esperar um número maior de reajustes", afirmou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, no sentido de mudanças de preços.

Ainda a Petrobrás poderá promover descontos especiais, regionalmente, para estimular vendas, como destacou Celestino, ao que Parente completou: "Mas os preços nunca serão inferiores aos do mercado internacional".

BR Distribuidora
O diretor Financeiro da Petrobrás, Ivan Monteiro, afirmou que mais de 90 "teasers" com a modelagem de venda da BR Distribuidora foram distribuídos a possíveis interessados na compra da subsidiária. Ele afirma que o número de interessados está sendo muito maior do que nas outras vezes em que a empresa foi ao mercado atrás de investidores.
O executivo ressaltou ainda que investidores estratégicos, de perfil financeiro, estão no grupo de possíveis compradores da BR. Ontem, por exemplo, a rede varejista Lojas Americanas divulgou fato relevante informando que analisa a proposta e que tem interesse no negócio.

A Petrobrás anuncia nova política de preços de combustíveis, tendo entre as premissas a paridade internacional, e também uma redução nos valores nas refinarias já a partir da zero hora deste sábado, 15 de outubro. A redução média no preço do diesel será de 2,7% e da gasolina em 3,2%. Nova política de preços que pode gerar uma queda no preço da gasolina de 1,4% (R$ 0,05/L) e 1,8% (R$ 0,05/L) no Diesel.

A Petrobrás estima que, se a queda de preços concedida nas refinarias for integralmente repassada para o consumidor, a gasolina poderá ficar 1,4% mais barata para o consumidor final, nos postos de revenda. Isso significaria uma retração de R$ 0,05 por litro. A queda projetada para o óleo diesel é de 1,8%, ou R$ 0,05 por litro.  
O repasse dessa queda de preço, no entanto, depende de decisões das distribuidoras e postos de revenda, já que o mercado não é controlado. A Petrobrás ressalta que não tem como controlar o preço ao consumidor e que essa é apenas uma projeção.

 

Fonte: http://economia.estadao.com.br/

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A Petrobras voltou ao pódio das empresas de capital aberto mais valiosas do país. Na última sexta-feira (07), a estatal registrou 211,64 bilhões de reais em valor de mercado, o que a fez alcançar o 2° lugar da lista. O primeiro continua com a fabricante de bebidas Ambev, cujo valor de mercado já ultrapassa os 300 bilhões de reais. 

A última vez em que a petroquímica alcançou uma posição tão alta no mesmo ranking foi em junho de 2015 (quando também esteve no 2° posto). O primeiro lugar do pódio esteve, pela última vez, nas mãos da companhia em outubro de 2014, quando ela chegou a valer quase 255 bilhões de reais. Os números fazem parte de um levantamento produzido pela consultoria Economatica. 

Retomada
Com a crise econômica e uma enxurrada de denúncias de corrupção, a petroquímica viu seus papéis derreterem no final de 2014 (veja no gráfico abaixo a oscilação das ações). O mau humor dos investidores só deu uma trégua neste ano, após as expectativas em relação ao futuro político do país começarem a melhorar.

O mercado segue otimista com a gestão de Pedro Parente, que assumiu a presidência da Petrobras em maio, e o anúncio recente de um plano de desinvestimentos. No ano, as ações ordinárias da empresa registram ganhos de quase 103%. Já as preferenciais acumulam alta de quase 135%.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/

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A globalização funcionou durante anos e deve se tornar "diferente" para ser inclusiva, mas não é o momento de impor obstáculos, afirmou nesta quinta-feira a diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, ao abrir a reunião semestral da instituição com o Banco Mundial.

"Sabemos que a globalização tem funcionado durante vários anos e representado enormes benefícios para muitas pessoas. Não acredito que é o momento de opor resistência", disse Lagarde em Washington.

Para a número um do FMI, na realidade a globalização "precisa ser levemente diferente" para concentrar-se mais em "fazer com que funcione para todos e prestar atenção àqueles que estão diante do risco de perder tudo", seja como resultado da economia digital ou do comércio internacional.

"Estamos pedindo uma globalização inclusiva", uma que "na realidade beneficie a todos".

O FMI, que esta semana apresentou uma nova previsão para a economia global, formulou vários alertas contra uma tendência crescente de questionar os benefícios da globalização e do comércio mundial.

Em especial, a candidatura à presidência dos Estados Unidos do empresário Donald Trump provoca alertas por suas propostas de renegociar os principais acordos comerciais dos quais Washington participa, além de abrir uma guerra comercial com a China.

Lagarde evitou nesta quinta-feira fazer qualquer comentário sobre a campanha eleitoral dos Estados Unidos, mas reforçou que a economia global nesta conjuntura precisa do "motor" do comércio internacional.

"O comércio tem sido um grande motor para o crescimento. E se queremos um crescimento melhor para atender aos problemas pendentes, precisamos deste motor para apoiá-lo e acelerá-lo".

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/

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Maria Silvia sinalizou que o próprio banco vai financiar estudos sobre as concessões e que espera que o investimento seja ressarcido pelos investidores em caso de "sucesso do leilão"

A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos, estimou em R$ 300 bilhões os investimentos necessários para ampliar e universalizar a rede de saneamento básico no Brasil. Segundo ela, com a atual crise fiscal, os investimentos deverão ser feitos com recursos privados, que têm interesse no setor em função do retorno gerado com os projetos. Maria Silvia sinalizou que o próprio banco vai financiar estudos sobre as concessões, com recursos próprios, e que espera que o investimento seja ressarcido pelos investidores em caso de "sucesso do leilão".

De acordo com a executiva, o País tem indicadores de saneamento "na rabeira de países em desenvolvimento", com cerca de 35 milhões de cidadãos sem água tratada e outros 100 milhões sem conexão com a rede de coleta de esgoto. Além dos três Estados que já têm projetos incluídos no programa de concessões do governo, como Rio, Rondônia e Pará, já há interesse manifestado pelos Estados da Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Norte para realizar concessões no setor. 

"Esse é um tema que não tem discussão, no sentido de que tem que ser feito. Os números do atraso são impressionantes. Mais de 50% das escolas não estão conectadas à rede de esgoto. O volume de recursos é muito grande para se universalizar o sistema de saneamento, são necessários pelo menos R$ 300 bilhões. Com a crise fiscal em todos os níveis de governo, somente com o setor privado", afirmou a presidente após participar do Fórum Nacional, no Rio. Segundo ela, o setor tem "altas taxas de retorno, por isso as concessões podem ser viabilizadas".

Já há três reuniões agendadas entre os dias 23 e 25 de setembro com representantes dos governos estaduais quando o BNDES apresentará o tipo de apoio desenhado para as concessões de saneamento. As reuniões na próxima semana deverão ocorrer em conjunto com técnicos do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal (CEF).

"Todos os Estados estão potencialmente interessados. Faremos desde a contratação do estudo até a assinatura do contrato", disse Maria Silvia. "Temos recursos orçamentários previstos. É um investimento que podemos ressarcir na hora do leilão. Se tiver sucesso, a gente ressarce o valor investido. Quem ganhar o leilão, lá na frente, vai pagar os estudos para que a gente possa aplicar isso continuamente", explicou.

Oi
Um dos principais credores e também acionista da Oi, o BNDES acompanha a evolução do plano de recuperação judicial da operadora de telefonia. De acordo com Maria Silvia Bastos, a instituição não irá se manifestar sobre a disputa entre os principais acionistas e as mudanças na composição do conselho de administração, definidas nesta terça-feira, 13.

"O banco está acompanhando a recuperação judicial como credor; temos garantias e estamos acompanhando plano de recuperação, mas não temos comunicação a fazer sobre movimentos de acionistas", afirmou a presidente do BNDES.

Nesta terça, foram anunciadas mudanças na composição do conselho de administração da operadora após acordo entre dois dos principais acionistas. A Pharol (antiga Portugal Telecom, maior acionista individual) e o fundo Société Mondiale, ligado ao empresário Nelson Tanure, fecharam acordo que prevê a reorganização do conselho de administração. Ontem, já foram realizadas as primeiras mudanças, com a saída de dois conselheiros.

 

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/

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Medida possibilita a continuidade de prestação do serviço em casos de problemas imprevisíveis nas unidades geradoras

As regras para realização do Leilão para Contratação de Energia de Reserva foram publicadas nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União. As informações estão na Portaria MME nº 437 de 11 de agosto de 2016, do Ministério de Minas e Energia. 

A reserva energética aumenta a segurança no fornecimento de energia elétrica do País ao possibilitar a continuidade do serviço em caso de problemas imprevisíveis nas unidades geradoras.

O 1º Leilão de Energia de Reserva (LER), de 2016, está previsto na Portaria MME nº 104, de 23 de março de 2016 e deverá ser realizado no dia 23 de setembro de 2016.

O processo contratará recursos provenientes de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e de Centrais de Geração Hidrelétrica (CGH), com início de suprimento em 1º de março de 2020 e prazo de 30 anos. Conheça as regras do processo.

 

Fonte: Portal Brasil

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Por Fernando Umbria

Passado o sufoco da falta de água nos reservatórios, o risco de déficit de energia hoje é mínimo. Permanece, entretanto, o tormento de uma conta de luz que ficou muito cara, sem perspectiva de melhora no curto prazo. A energia elétrica está custando em média 60% mais do que custava ao fim de 2012. De lá para cá, a inflação foi a metade disso.

A combinação perversa dos altos preços e tarifas de energia elétrica com a crise econômica tem provocado a redução do uso do insumo. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em 2015, o consumo no Brasil caiu 2,2% em relação a 2014. No primeiro semestre de 2016, a queda foi de 1,7% quando comparado ao mesmo período de 2015.

Com isso, o país atualmente dispõe de uma sobra estrutural de energia de 13 GW, de acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Há, ainda, cerca de 4 GW de capacidade que devem iniciar sua operação até o final deste ano. As distribuidoras, principais compradoras de energia do setor, encontram-se com grandes sobras contratuais, pois compraram energia tendo como base um mercado projetado que não está se realizando.

Do lado do consumo, as empresas brasileiras vêm redobrando esforços para se manter competitivas. Em muitos casos, a competitividade deu lugar à sobrevivência. Desde o segundo semestre de 2015, tem havido um forte movimento de migração de consumidores cativos para o mercado livre, onde há opção de escolha de fornecedor de energia, preços mais competitivos e abertura para negociação de outras condições comerciais. O processo de migração dura, em geral, seis meses.

Porém, o mercado livre deixou de ser atrativo nas últimas semanas devido a um súbito aumento nos preços para os contratos de fornecimento com início em 2017, em especial para a energia incentivada. A razão disso foram abruptos aumentos no custo marginal de operação (CMO) e no preço de liquidação das diferenças (PLD), devido a mudanças em importantes elementos de entrada dos modelos de planejamento e operação utilizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

De início, houve uma alteração na vazão mínima de Sobradinho, cujo efeito sobre o PLD médio de julho foi uma alta superior a 50%. Alguns agentes e a CCEE questionaram tal alteração. É esperado que a Aneel se pronuncie sobre o assunto em breve.

Além disso, foi divulgada recentemente a revisão da projeção da carga do sistema, com significativa elevação dos valores em 2016. Essa elevação ocorrida na carga é resultado de um novo critério adotado pelo ONS para representá-la de forma mais realista. Entretanto, um dos efeitos dessa revisão será provocar o aumento do PLD em agosto e setembro, que devem ficar, respectivamente, em cerca de 120 R$/MWh e 220 R$/MWh.

Esse contexto acabou gerando situações contraditórias. O PLD mais alto é uma sinalização de que a energia está mais cara por conta da escassez, mas há significativa sobra estrutural de energia. Com o patamar mais alto do PLD e do CMO, é praticamente certo que teremos bandeira amarela em setembro, o que vai provocar aumento das contas de luz e deve acentuar a redução do consumo. Isso tende a agravar mais ainda o problema de sobra de energia contratada das distribuidoras.

Essa confluência de contradições leva à incerteza para as empresas, gerando custos financeiros, encarecendo a operação, comprometendo a eficiência e diminuindo as margens.

Alterações e aprimoramentos nos modelos são necessários e desejáveis. Afinal, o sistema elétrico não é estático e quanto mais próximo sua representação física estiver da realidade, melhor devem ser os resultados obtidos. Porém, mudanças repentinas trazem consequências danosas aos consumidores e aos agentes. É importante que sejam estabelecidos prazos de implementação para que a transição ocorra sem sobressaltos.

Os consumidores precisam de previsibilidade, que é uma das razões que pesam na decisão de migrar para o mercado livre. A importância da previsibilidade pode ser resumida pelo provérbio “é melhor prevenir do que remediar”.

O comprometimento das migrações provocará sérias consequências àqueles que estão com seus processos em andamento, sem terem ainda formalizado seus contratos de compra de energia no mercado livre. Essa situação de incerteza leva a uma condição mais alinhada com a expressão “agora Inês é morta”.

*Fernando Umbria é presidente-executivo da Associação Brasileira de Consumidores de Energia (ABCOE).

 

Fonte: http://jornaldaconstrucaocivil.com.br/

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