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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai disponibilizar nesta quarta-feira (09.11) R$ 30 milhões aos produtores rurais, referentes ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), exclusivamente para o segmento de frutas.

Ao longo deste ano já foram liberados R$ 50 milhões em subvenção aos fruticultores interessados em contratar o seguro rural. Seguindo calendário preestabelecido, nesta quarta será disponibilizado o último lote de subvenção para apólices de seguro rural de frutas. Com isso, a subvenção para o segmento totalizará R$ 80 milhões em 2016.

Quanto aos produtores que contrataram apólices de seguro rural junto à Nobre Seguradora, empresa liquidada extrajudicialmente em 4 de outubro último, o Mapa vem se reunindo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e entidades representativas dos produtores rurais no intuito de proporcionar alternativas para essa situação específica. Tais segurados que optaram por contratar o seguro novamente junto a outras seguradoras terão a oportunidade de concorrer pelos recursos da subvenção que serão disponibilizados nesta quarta-feira.

 

Fonte: http://www.agrolink.com.br/

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A aprovação do milho transgênico dos Estados Unidos ainda não provocou interesse dos importadores brasileiros, passados 10 dias da liberação pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Os principais fornecedores externos do País seguem sendo os parceiros de Mercosul, como Argentina e Paraguai.

Com alegada escassez de oferta para a produção de rações e forte inflação nos preços do produto nacional, a ideia era facilitar a entrada de milho norte-americano para a indústria de produção de ração animal. O governo chegou a oferecer isenção de tarifa para as compras do cereal de fora do Mercosul até o final do ano.

No entanto, até agora o Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) não recebeu nenhuma requisição de importação das variedades transgênicas dos EUA. Até setembro o Brasil já importou de 1,42 milhão de toneladas de milho, o que representa uma alta de 532% na comparação com o mesmo período de 2015. Praticamente todo o produto foi comprado no Mercosul.

 

Fonte: http://www.agrolink.com.br/

 

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Que a abelha produz mel, todo mundo sabe. E não é pouco: só no Brasil, o setor apícola movimenta R$ 300 milhões por ano.

Mas e que 70% dos vegetais consumidos pelo homem dependem da polinização de insetos, sobretudo das abelhas, para serem cultivados, você sabia? O valor econômico deste mecanismo natural de “expansão rural” corresponde a 9,5% da produção agrícola mundial. O que só faz aumentar a preocupação com algo que tem sido observado com bastante frequência: as abelhas estão desaparecendo, em todo mundo.

Por aqui, apicultores de São Paulo e Santa Catarina registraram perdas significativas em suas colmeias nos últimos anos. É o que mostrou um artigo científico assinado por pesquisadores brasileiros e norte-americanos, publicado neste ano. As causas ainda estão sendo investigadas, mas há pelo menos dois casos que apontam para a CCD, sigla em inglês para o que especialistas chamam de “Distúrbio do Colapso das Colônias”.

O desaparecimento de abelhas pode estar relacionado a vários fatores, como a utilização de defensivos agrícolas; a perda de habitats, por conta do uso da terra; doenças e parasitas que atacam as colônias e até mesmo as mudanças climáticas. No caso da CCD, um dos sintomas é a inexistência de pragas naturais, como traças, além de uma rápida perda de abelhas operárias. Com excesso de crias e menos abelhas adultas para trabalhar, a colônia entra em colapso.

Nos Estados Unidos e na Europa, a CCD já foi confirmada, por isso apicultores de lá estão em alerta. Já no Brasil, a suspeita é forte, contudo, o que dificulta os trabalhos é a falta de estrutura para análise. Existe apenas um laboratório especializado, em São Paulo, que não consegue atender à demanda nacional. O ideal seria, pelo menos, um por região.
Para os especialistas, é preciso aumentar o monitoramento, para entender melhor o que está provocando o desaparecimento das abelhas, a resistência delas a produtos usados nas lavouras e elaborar estratégias para resolver o problema. “Sem o conhecimento efetivo de produtores e colônias no Brasil, não é possível mensurar a magnitude das perdas e nem associá-las de forma segura à CCD ou a outros colapsos”, afirma a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Carmen Pires, especialista em ecologia de pragas e uma das responsáveis pelo artigo.

 

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O Ministério da Agricultura prevê que, a partir do fim de 2016, a pressão dos alimentos sobre a inflação deve começar a diminuir, com o início da colheita da safra 2016/2017. Este panorama foi traçado nesta quinta-feira, 6, pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Néri Geller, após a apresentação do primeiro levantamento da safra, feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com Geller, o feijão – um dos principais produtos com impacto inflacionário recente – tende a registrar queda de preço a partir de novembro ou dezembro. "A partir do momento que entrar a primeira safra, e temos expectativa forte da produção de feijão, com certeza automaticamente o preço vai cair. E vai cair muito", afirmou Geller a jornalistas. "Isso vai ter um impacto na inflação do País e em toda a economia", acrescentou. Segundo Geller, porém, não apenas o feijão vai contribuir para uma inflação menor, mas também outros produtos de consumo regular, como o arroz e as aves.

Na safra 2016/2017, o feijão foi diretamente prejudicado pelo fenômeno El Niño, que alterou os regimes de chuvas em várias regiões. A produção total no período, considerando as três safras da cultura, atingiu 2,5 milhões de toneladas. É pouco, considerando o largo consumo no Brasil. Em função disso, o índice oficial de inflação – o IPCA – vinha registrando, no primeiro semestre deste ano, um peso considerável da leguminosa na alta de preços. No IPCA de agosto, os preços já começaram a arrefecer, com o feijão carioca cedendo 5,60%. No acumulado de 2016 até agosto, porém, o produto ainda acumula alta de 136,57%. Como a projeção da Conab para a safra 2016/2017 de feijão (considerando todos os tipos) é de produção entre 2,89 milhões e 3,05 milhões de toneladas, sendo entre 1,16 milhão e 1,23 milhão de toneladas já na primeira safra, a expectativa é de que, de fato, os preços sejam mais favoráveis ao consumidor final.

A previsão de que isso ocorra a partir dos últimos meses deste ano, citada por Geller, está de acordo com leituras feitas dentro do Banco Central. O BC, em suas comunicações recentes, vem citando que a redução dos efeitos do choque dos alimentos sobre a inflação é um dos três fatores necessários para permitir o início do ciclo de cortes da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 14,25% ao ano. Os outros dois são a desinflação de serviços e o avanço do ajuste fiscal.

 

http://www.jornaldebrasilia.com.br/

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Subiu para 73% no primeiro semestre de 2016 o percentual de conformidade dos alimentos no Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama), da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A melhora foi de sete pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, quando era de 66%.

Isso significa que menos alimentos apresentaram “inconformidades”, como índices acima do Limite Máximo de Resíduos (LMR), ingredientes Não Autorizados (NA), ou mesmo uma combinação dos dois (LMR+NA), além de ingredientes Proibidos. A verificação é feita com tecnologia de rastreamento desenvolvida pela empresa PariPassu. Segundo Giampaolo Buso, diretor comercial da empresa, apenas 3% dos resultados estão acima do LMR. “Neste cenário, o ingrediente ativo é correto para a cultura, mas houve alguma falha no respeito à carência ou à concentração do ingrediente ativo”, explica.

Por outro lado, 21% das amostras apresentaram ingredientes ativos não autorizados para determinada cultura. “É importante destacar que boa parte dessas culturas, em que averiguamos esse uso de ingredientes ativos não autorizados, já estão sendo beneficiadas com a ampliação do suporte fitossanitário pelo governo”, destaca Buso.

Nos casos em que o programa identifica ingredientes não autorizados (NA) e ingredientes acima do limite (LMR), é aplicada a Política de Correção do Rama. O procedimento a partir daí conta com plano de ação apoiado pelo poder público, através de órgãos como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Neste ano o Rama apresentou crescimento de 23,1% no volume de frutas, verduras e legumes (FLV) rastreados nos seis primeiros meses do ano na comparação com 2015. O programa monitora e rastreia no Brasil uma média mensal de 80 mil toneladas de frutas, legumes e verduras desde o ano de seu lançamento, em 2011.
 
“O Programa RAMA atinge uma média de 1 milhão de toneladas rastreadas por ano, o que para nós da ABRAS é motivo de muito orgulho, em especial pelos serviços que prestamos aos consumidores, apoiando a redução do consumo de agrotóxicos no País. Nosso objetivo é disseminar ainda mais esse programa para que mais empresas varejistas participem e melhorem continuamente a qualidade dos produtos oferecidos”, afirma Marcio Milan, superintendente da Abras.

 

Fonte: http://www.agrolink.com.br/

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Como forma de conter os preços para o consumidor final, o presidente interino Michel Temer anunciou a liberação da importação de feijão do Mercosul. No entanto, o analista de mercado Carlos Cogo aponta que a medida é muito mais midiática do que efetiva, uma vez que não altera significativamente o quadro atual.

Isso porque o feijão preto já é liberado para importação, sendo que o Brasil compra entre 150 mil e 350 mil toneladas por ano, a maior parte da Argentina e da China. Por outro lado, o feijão mais consumido pelo brasileiro é o carioca (ou carioquinha): responsável por 3,3 milhões de toneladas, ou 75% da demanda.

O problema reside justamente nesse ponto – simplesmente não há produção deste tipo de feijão em outros países. Segundo Alcido Elenor Wander, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Arroz e Feijão, não se produz o 'carioca' em outros lugares porque não há mercado para essa variedade fora do Brasil.

De acordo com Carlos Cogo, a única saída seria convencer a população a mudar seus hábitos: “A tendência, então, é ter mais feijão preto no mercado. Com uma quantidade maior disponível, seu preço tende a cair. Já o carioca só deve ficar mais barato se houver uma queda no consumo. Ou seja: se as pessoas passarem a comer feijão preto, que está mais barato, haverá menos procura pelo carioca e seu preço pode baixar”.

“O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que a liberação da importação do feijão visa a ‘quebrar monopólio’ de pequeno grupo de importadores e permitir que redes de supermercados e atacadistas busquem o grão fora do País. Qual monopólio? Qualquer empresa/atacadista pode importar feijão, desde que exista para comprar”, questiona Cogo.

 

Fonte: https://www.agrolink.com.br/

 

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Produtividade vai cair a menos que sejam criadas novas variedades de cultivo

O rendimento da agricultura cairá na próxima década devido às mudanças climáticas, a menos que sejam tomadas medidas imediatas para acelerar a introdução de variedades novas e melhoradas de vegetais, de acordo com um estudo a Universidade de Leeds, Reino Unido, publicado nesta segunda-feira pelo periófico científico “Nature Climate Change”.

O levantamento concentra-se sobre a produção do milho na África, mas os processos analisados também influenciam outras culturas comuns nos trópicos.

Na África, o aumento gradual das temperaturas, das secas e ondas de calor causadas pelas mudanças climáticas provocarão um impacto enorme sobre o milho — alerta o autor principal do estudo, Andy Challinor. — Analisamos particularmente o efeito da temperatura sobre a duração da colheita, desde o início de seu cultivo. As temperaturas mais altas significam durações mais curtas e, portanto, menos tempo para acumular biomassa e obter um bom rendimento.

Uma nova variedade de culturas precisa de dez a 30 anos para se estabelecer e ser adotada por agricultores. Considerando a velocidade com que as mudanças climáticas chegam ao campo, a produção de alimentos está seriamente ameaçada. Para ilustrar esta situação, os pesquisadores traçaram três cenários sobre os sistemas de colheita — um otimista, um pessimista e um intermediário.

Os cientistas descobriram que a duração do cultivo se tornará significativamente menor já em 2018 em alguns locais e em 2031 na maioria das regiões de cultivo de milho na África. Apenas a avaliação mais otimista — onde há uma ação conjunta de políticas, mercados e tecnologia em busca de fazer novas variedades em dez anos — mostrou culturas acompanhando a evolução das temperaturas até 2050.

De acordo com o estudo, o investimento em desenvolvimento e disseminação de novas tecnologias para produção de sementes é um dos principais mecanismos para confrontar as mudanças climáticas. Este, afirma o levantamento, é o mecanismo necessário para garantir a segurança alimentar global.

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/

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A safra mundial de arroz beneficiado deve chegar a 480,72 milhões de toneladas, de acordo com relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O número representa aumento em relação à safra 2014/15 (478,73 milhões de toneladas) e 2015/16 (470,89 milhões de toneladas).

“Conclusão: o Mundo está com uma previsão de safra cheia para o Arroz em 16/17”, afirma o economista e produtor Gilberto Pilecco. Ele destaca ainda algumas particularidades do último reporte do órgão oficial norte-americano.

“Na Índia, as chuvas acima do normal no mês de maio encorajou os produtores, mas a maioria vai aguardar as monções mais consistentes para o plantio generalizado. Em Bangladesh iniciou o preparo das terras para as culturas de verão. No leste da China, as chuvas de maio auxiliaram o estabelecimento das culturas de verão, principalmente milho e soja. No sul as chuvas fortes estão beneficiando a produção de arroz e no norte está desfavorável ao amadurecimento do trigo de inverno”, detalha.

Pilecco aponta ainda que no sudeste asiático as chuvas foram consideradas “tardias para a primeira metade do arroz, mas encorajadoras para a segunda metade. Na Tailândia, Vietnã e arredores como nas Filipinas as chuvas são animadoras e na Indonésia supriu a capacidade de irrigação para o arroz na estação seca”.

 

Fonte: https://www.agrolink.com.br/

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Por Maurício Antônio Lopes*

Um grão, muita tecnologiaSe questionado, qualquer um de nós é capaz de lembrar que a soja, essa planta do Oriente que se tornou estrela da agricultura brasileira, além de rações animais, nos dá o óleo de cozinha, temperos como o "shoyu", a margarina e o "tofu". Uns poucos de nós sabem que ela é o "petróleo verde", que fornece componentes para a fabricação de milhares de outros produtos, como cosméticos, medicamentos, adesivos, adubos, shampoo, esmalte, sabonete, espumas, fibras, velas, plásticos, lubrificantes, desinfetantes, inseticidas, têxteis e biodiesel. Talvez a tinta de impressão deste jornal que você lê tenha componentes da soja, que já substituem com vantagem derivados do petróleo.

 
Mas nada disso estava pronto na natureza. Produzir essa riqueza exigiu uma jornada dentro do tempo e da ciência, que teve início há mais de sete mil anos, na Ásia, quando a soja era ainda uma planta selvagem e sem uso como alimento até alcançar o apogeu nas Américas. De sua domesticação na China à fantástica trajetória de expansão nas lavouras dos Estados Unidos, Brasil e Argentina, seu cultivo recebeu gigantesco aporte de conhecimentos e tecnologias para que se adaptasse a uma enormidade de ambientes e usos, tornando-a um dos principais propulsores do desenvolvimento econômico e social e vetor de crescimento das nossas principais regiões agrícolas.
 
Na base dessa façanha está a capacidade de domesticar plantas selvagens, adquirida pelo homem nos últimos dez mil anos. Usando tentativa e erro, plantas com características desejáveis foram escolhidas, seus genes mesclados, as novas plantas selecionadas e moldadas às necessidades humanas. Isto permitiu a domesticação dos grãos, frutos e raízes que são a base da nossa alimentação. Com o extraordinário avanço do conhecimento em genética, estatística e fisiologia, os cientistas ampliaram a capacidade de criar plantas mais produtivas, capazes de brotar e produzir em menos tempo, mais resistentes a insetos, doenças, seca, calor e umidade, e com melhor qualidade nutricional.
 
No caso da soja, isso exigiu que se modulasse a expressão dos mais de 45 mil genes que controlam o seu desenvolvimento, melhorando sua capacidade de transformar CO2, água, luz solar e nutrientes em carboidratos, óleos, proteínas e inúmeros outros componentes essenciais à agroindústria moderna. De uma produção de grãos irrisória, no início do século XX, a soja chegou aos dias de hoje produzindo a média de 3 toneladas por hectare e recordes de produção superando 8 toneladas por hectare. No Brasil, o acervo de conhecimentos e tecnologias incorporados nesse cultivo permitiu que, de um quase nada nos anos 1960, se alcançasse 99 milhões de toneladas na safra corrente.
 
Sem dúvida, o avanço tecnológico mais fascinante da soja é a sua adaptação ao mundo tropical, processo liderado por cientistas da Embrapa e de universidades brasileiras. Até os anos 1960 seu cultivo estava confinado apenas ao Sul do Brasil, de clima temperado, com dias curtos e noites longas, iguais aos da sua região de origem, na Ásia. Hoje, com alterações genéticas e tratos culturais específicos, ela cresce saudável em qualquer lugar do país, até mesmo acima da linha do Equador. A soja moderna também se tornou muito eficiente na simbiose com bactérias que capturam o nitrogênio da atmosfera, o processam e o fornecem às suas raízes, outra inovação disseminada pela Embrapa. Assim, a agricultura brasileira economiza todo ano cerca de 5 bilhões de dólares, que seriam gastos se a soja precisasse receber nitrogênio via adubos químicos.
 
A biotecnologia moderna, fundamentada na biologia molecular, na biologia celular e na engenharia genética tem produzido profundas mudanças no desenvolvimento de novas variedades de soja. Plantas modificadas para resistência a herbicidas e insetos já ocupam mais de 90% da área cultivada no Brasil. Além disso, a nova tecnologia de edição de genomas, denominada CRISPR-Cas9, promete revolucionar a ciência da modificação genética, sem necessidade da transgenia, ou transferência de genes de um organismo a outro.  Com essa técnica será em breve possível editar o genoma, como se edita um texto, removendo ou alterando partes do DNA da própria planta para modular características desejáveis.
 
Portanto, quando alguém se referir à agricultura de commodities, como a soja, como algo atrasado e de baixa tecnologia, reflita. Conforme nos mostra a história da soja, nada é mais avançado que a vida transformada pelo conhecimento para atender às necessidades da sociedade e da natureza. O grão dourado expressa sete mil anos de conhecimento humano e mobiliza um arsenal tecnológico que molda os setores agroalimentar e agroindustrial em todo o mundo. E o seu sucesso aguça a grande vocação do Brasil, de se tornar o maior país agrícola do mundo.
 
(*) Maurício Antônio Lopes , Presidente da Embrapa

 

Fonte: http://www.canaldoprodutor.com.br/

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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio começou 2016 em alta, com crescimento de 0,47% em janeiro, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O resultado foi puxado pela cadeia produtiva da agricultura, que teve elevação de 0,7% no período, enquanto a pecuária registrou queda de 0,03%. Entre os segmentos analisados, todos tiveram variação positiva, com destaque para o setor primário, que subiu 0,69%, seguido por insumos (0,38%), indústria (0,38%) e serviços (0,37%).

No segmento primário (dentro da porteira), a agricultura teve expansão de 1,22%, por conta da alta das cotações e do crescimento da produção, que elevaram o faturamento de várias culturas. Os itens que tiveram as maiores altas em receita foram: algodão (24,78%), banana (13,55%), cacau (27,33%), café (10,60%), cebola (5,91%), feijão (7,21%), laranja (15,24%), mandioca (4,11%), milho (34,25%), soja (24,63%), tomate (72,63%) e trigo (16,71). Para a pecuária, o comportamento foi estável, em 0,04%. A leve alta é justificada pela subida nos preços do frango, ovos e leite.

O PIB da agroindústria cresceu 0,38% em janeiro, levado pelo segmento agrícola, que subiu 0,47%, uma vez que o pecuário teve retração de 0,22%. O resultado decorre da alta de preços da agroindústria de processamento vegetal, que atingiu elevação nos preços de 9,7% em relação a janeiro de 2015, compensando a queda de produção. Destaque para os setores de celulose e papel, etanol, café, açúcar e óleos vegetais. Na pecuária, o único que teve variação positiva foi o de laticínios, com leve alta de 0,05%. As indústrias de calçados e abate de animais tiveram decréscimo de 0,88% e 0,27%, respectivamente.

Do lado dos insumos, que tiveram o mesmo desempenho das indústrias (alta de 0,38%), o desempenho foi impulsionado pela disparada do dólar, que impactou os produtos mais dependentes de importações, como os fertilizantes. O segmento de serviços do agronegócio, que compreende a comercialização e a distribuição dos produtos agropecuários e industriais, apresentou alta de 0,37% no faturamento, por conta mais uma vez da agricultura (0,58%), considerando que o pecuário recuou 0,08%.

 

Fonte: http://www.canaldoprodutor.com.br/

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